O presente texto é a transcrição de uma palestra realizada no dia 14/03/2021 através da Sociedade Teosófica Interamericana. Gaden Wagchuk expõem aqui uma breve introdução ao LAM-RIM do Budismo Tibetano.

Ao longo dos nossos encontros estamos percebendo que as instruções de Buda servem para nos livrar de nossa doença mais profunda, a ignorância. Percebendo que todos os seres buscam por felicidade e evitar sofrimentos. Segunda a analogia de Je Tsongkhapa, somos como um elefante que busca comer a grama verde que está na beira de um precipício.

Não sabemos, mas todas as nossas ações atuais nos levam a mais sofrimento, isso acontece por conta dos nossos obscurecimentos mentais, o apego e a versão. Movidos por paixão e ódio contaminamos as nossas ações, portanto criamos Karma negativo, o que faz com o que experienciamos mais sofrimento.

Buda deu seus ensinamentos para guiar todos os seres a iluminação, ensina-se que a intenção última de Buda é a iluminação plena de todos os seres, o real objetivo da vida humana é a completa iluminação, porém muitos de nós estamos adormecidos, obscurecidos e sem enxergar o caminho que conduz a nossa meta última.

Buda ensinou no passado para seus discípulos monges, leigos e bodhisattvas, eles seguiram o caminho, hoje monges, leigos e bodhisattvas nos guiam no caminho, como extensões de Buda. Todos os ensinamentos de Buda têm o potencial de nos guiar a meta final, entretanto todos os ensinamentos surgiram na demanda da necessidade de seus discípulos, portanto praticar de acordo com a ordem que foram ensinados, ou na ordem de preciosidade se mostra confuso e pouco prático. Grandes eruditos, como Nagarjuna e a Asanga deixaram como ensinamentos comentários preciosos aos sutras de Buda, o nobre Atisha estruturou os ensinamentos originais de Buda e os comentários dos pioneiros no que foi chamado de o Lam-Rim (O Caminho Gradual à Iluminação).

Como vimos, esta categoria de texto representa uma espinha dorsal dos ensinamentos do Buda. Conhecendo e tendo domínio das etapas do caminho, saberemos quando e como aplicar cada ensinamento do Buda, além disso saberemos quais ensinamentos são principais, e quais ensinamentos são ramificações.

Para que possamos ter um excelente resultado, em nossa prática das etapas do caminho, precisamos ter uma noção completa do caminho, por exemplo: quando vamos viajar precisamos organizar a viagem antes, saber em qual hotel vamos ficar, quando vai ser o voo, quais as locomoções precisaremos pegar. Para que tenhamos uma Boa Viagem precisaremos ter uma noção completa do percurso, e nos preparar para ela.

Da mesma maneira, precisamos saber qual o caminho espiritual percorrer, termos certeza de que ele é o melhor para nós, ter confiança nele, e executar cada passo de acordo com as instruções do nosso mestre espiritual, ou guia de viagem.

Ao longo das idades muitos textos sobre as etapas do caminho surgiram, todos os grandes eruditos concordam que as explicações de Je Tsongkhapa são as mais profundas, claras e assertivas. Mesmo Je Tsongkhapa deu pelo menos três ensinamentos (que se tronaram Livros) sobre o Lamrim, conhecidas como: a explicação concisa, mediana e extensa. Embora existam as explicações concisas e medianas elas são extremamente difíceis e profundas, o fato de serem curtas não fazem delas simples, mas sim complexas e condensadas.

Estudar as etapas do caminho é um desafio muito grande, é na verdade o próprio processo que conduz à iluminação última. Para nos ajudar, temos uma excelente ferramenta para nosso estudo, que foi deixado pelo próprio Buda Manjusri à Je Tsongkhapa, que sintetiza todas as etapas do caminho, este texto ou ensinamento é chamado: Os três aspectos do caminho.

Este ensinamento servirá como base para nosso estudo, entretanto saibam que neste texto, temos todo o caminho rumo à iluminação, portanto o que faremos aqui, é uma breve leitura com algumas ideias explicadas, mas que eu não possuo o conhecimento necessário para decifrar tudo o que está nele. Lama Michel Tulku Riponche ensina:

Transmitido diretamente de Manjushri a Lama Tsong Khapa – um dos mais importantes mestres do Tibete – Os Três Principais Aspectos do Caminho é um dos textos mais conhecidos e venerados dentro da escola Guelugpa.

Nesse precioso texto, Lama Tsong Khapa nos conduz no caminho da iluminação ensinado por Buddha.

Esses ensinamentos concentram a essência de todos os ensinamentos de Buddha. Qualquer prática de meditação que não contiver esses três aspectos do caminho não levará à iluminação.

Por isso, é um ensinamento extremamente importante para todo aquele que desejar praticar o budismo de maneira sincera e que leve a resultados concretos.

Os conceitos importantes do caminho budista serão explicados de maneira a nos possibilitar ter uma compreensão clara da filosofia e do modo de vida ensinados por Buddha Shakyamuni.

– Lama Michel Tulku Riponche

Vejamos o Primeiro Verso:

1 – Rendo homenagem aos Veneráveis Gurus.

Explicarei da melhor maneira que puder
o significado essencial de todos os ensinamentos de Buddha,
o caminho louvado pelos excelsos bodhisattvas,
a porta de entrada para os afortunados à procura da liberação.

Os Três Principais Aspectos do Caminho – Lama Tsongkhapa

O ensinamento começa com uma homenagem a linhagem dos nobres Gurus, isso nos ensina que sempre devemos ser gratos a todos os seres que percorreram o nobre caminho, e nos deixaram suas instruções e puro exemplo, devemos nos inspirar nas qualidades daqueles que nos ensinaram, daqueles que deixaram exemplos puros, daqueles que foram além. Uma homenagem aos veneráveis gurus, é uma homenagem àqueles que possuem as qualidades supremas de um Bodisatva, àqueles que por amor renunciaram a sua vida, os seus prazeres, e seguiram o caminho da Renúncia, Bodhicitta e da visão correta da realidade, apenas para beneficiar a nós.

Na terceira linha temos a indicação de que o significado essencial de todos os ensinamentos de Buda é a Renúncia, Je Tsongkhapa nos motiva, e nos ensina, que a essência de todo o caminho é a Renúncia, algo que vamos entender mais profundamente daqui para frente. Na quarta linha é ensinado que a Bodhicitta é caminho que é louvado pelos excelentes bodhisattvas. Na última linha ele nos ensina que Shunyata [vacuidade] é a porta para a Iluminação final.

2 – Aqueles que não são apegados aos prazeres mundanos,
aqueles que se esforçam para tornar significativas as condições favoráveis e a fortuna,
aqueles que se aproximam do caminho que agrada aos Vitoriosos,
esses afortunados devem escutar com a mente clara.

3 – Sem uma renúncia completamente pura,
não há meios de se frear a ardente procura de prazeres no oceano do samsara.
Além disso, o apego à existência cíclica aprisiona completamente os seres encarnados.
Por isso, desde o começo, procure realizar a renúncia

Os Três Principais Aspectos do Caminho – Lama Tsongkhapa

Estes dois versos tem o seu enfoque no primeiro aspecto do caminho, a Renúncia. No budismo Renúncia não significa abandonar o mundo, as pessoas, familiares ou amigos, mas sim abandonar esta busca desenfreada por prazeres temporários, em verdade devemos abandonar este ciclo de renascimentos impuros, ou seja, devemos renunciar a busca fruitiva no samsara. Devemos renunciar o sofrimento e a origem do sofrimento, em última análise devemos renunciar o apego e a aversão através da Renúncia da ignorância, mas como poderíamos renunciar a ignorância? Isso será explicado através do terceiro aspecto do caminho.

Nestes versos também existe a explicação de que se nós temos uma vida dotada de qualidades e prazeres, com acesso ao Dharma, com o suprimento, com necessidade básicas cumpridas, devemos nos esforçar para tornar esta vida significativa, para tornar esta vida fonte de Felicidade, para nós para os outros, e também para as vidas futuras, portanto, nós que temos uma vida afortunada, que temos acesso ao Dharma, que temos segurança, estabilidade, devemos tornar significativa a nossa vida, através da prática do Dharma, de estudar o Dharma com a mente aberta e clara.

4 – As condições favoráveis e a fortuna são difíceis de encontrar, e a vida não é longa.
Familiarizando a mente com isso, abandona-se o apego pelas aparências desta vida.
Contemplando repetidamente as ações, seus inevitáveis efeitos e os sofrimentos do samsara,
supera-se o apego pelas aparências das vidas futuras.

5 – Se tendo meditado dessa forma
não nasce nenhum desejo pelos prazeres mundanos,
e se constantemente, dia e noite, surge uma aspiração à liberação,
nesse momento, a renúncia terá sido gerada

Os Três Principais Aspectos do Caminho – Lama Tsongkhapa

As condições favoráveis aqui citadas são: estabilidade, segurança, uma vida propicia para o estudo e a prática do Dharma, onde não estamos preocupados com alimentos, e necessidades básicas. Em outra análise condições favoráveis também significam nascer como humano, na cosmologia budista é possível obter nascimento em outros reinos, materiais ou imateriais, portanto, nascer como humano é uma condição favorável necessária à prática do Dharma.

Nascer em um universo onde o Dharma tenha sido ensinado é algo extremamente raro, existe a famosa analogia da tartaruga, que vivem num vasto oceano, raramente sobe a superfície, nessa superfície existe um anel Dourado, seria muito raro a tartaruga subir à superfície e enfiar sua cabeça neste anel, portanto nascer como humano, ter uma vida dotada de plena as qualidades e ter acesso ao Dharma é extremamente raro. Porém a vida é extremamente curta, a morte é certa e o momento da morte incerto, podemos morrer ainda hoje, podemos morrer agora.

Familiarizando a mente com a certeza da morte e a incerteza do momento da morte, nós percebemos que os nossos apegos são apenas aparências, miragens, sonhos desta vida efêmera, se mantermos essa ideia em nossa mente, repetidamente, iremos começar a compreender o Karma, o seu funcionamento a sua inevitabilidade.

Para gerar desapego pelo sofrimento do samsara e desapego pelas aparências da vida futura, ou seja, a esperança de que encontraremos prazer e felicidade permanente em um nascimento contaminado pela ignorância precisamos gerar pura Renúncia.

6 – Contudo, se essa renúncia não estiver unida
à geração de uma completa aspiração à mais alta iluminação,
não será causa da maravilhosa beatitude da insuperável Bodhi.
Portanto, o sábio deve gerar a suprema bodhitchitta.

7 – Os seres do samsara são arrastados pela correnteza dos quatro poderosos rios,
amarrados com as correntes do carma, difíceis de eliminar,
capturados nas malhas de ferro do agarrar-se ao eu,
completamente obscurecidos pelo breu da ignorância.

8 – Nascem na existência sem limites,
e nessa existência são incessantemente torturados pelos três sofrimentos.
Refletindo na condição de nossas mães que se encontram nesse estado,
gere a suprema intenção altruísta de se tornar um buddha.

Os Três Principais Aspectos do Caminho – Lama Tsongkhapa

Aqui temos preciosos ensinamentos, caso nossa busca por desenvolver Renúncia não seja substanciada pela completa e perfeita intenção da iluminação última, nossa busca falhará. Mas o que é a intenção da Iluminação última? É o desenvolvimento da aspiração de alcançar a libertação do sofrimento, para trabalhar sem cessar, na libertação de todos os seres, ou seja, a Renúncia deve ser motivada por amor, compaixão e generosidade, caso contrário, a Renúncia será fonte de sofrimento, insatisfação e frustração. Desejar a iluminação última é de desenvolver Bodhicitta. Engajar-se no caminho rumo à iluminação e na prática das perfeições é desenvolver a Bodhicitta.

Os quatro poderosos rios são: nascimento, envelhecimento, doença e morte. Todos os seres estão sujeitos a estes quatro, entretanto por estarem afundados na ignorância, são jogados para lá e para cá por eles, sem controle algum de sua realidade, os seres estão totalmente atrelados ao seu carma negativo, e por viver em sofrimento cometem mais ações inábeis, e geram mais Karma, mas principalmente por estarem presos a sua percepção egoísta da realidade, a grande heresia da separatividade, estão completamente obscurecidos pela ignorância, completamente presos no samsara.

Todos esses seres, vivem infinitos nascimentos e mortes, repetidamente e sem fim, são torturados constantemente pelos três sofrimentos: o sofrimento do sofrimento, o sofrimento da mudança, e o sofrimento das informações mentais. Estes seres não têm um minuto, um instante ou segundo, de paz e sua busca por alívio, conduz a mais sofrimento. Nós estamos incluídos nesses seres, nossas mães, nossos amigos, nossos inimigos, as pessoas que conhecemos, todas as pessoas que não conhecemos, todas as pessoas que já nasceram e morreram, e todas as pessoas que ainda vão nascer, todos estamos nesta condição.

imagine que tivemos infinitos nascimentos, e nesses infinitos nascimentos tivemos infinitas mãe, perceba que nós nascemos nesta vida e não nos lembramos das vidas passadas, não nos lembramos de nossas antigas mães, mas sabemos que elas estão vivas agora, porque também reencarnaram, portanto, não sabemos quem são nossas mães, pode ser a nossa vizinha, pode ser uma desconhecida, pode ser uma pessoa que seja nosso inimigo, qualquer ser neste mundo pode ter sido nossa mãe, e como teremos infinitos nascimentos, se alguém ainda não foi nossa mãe certamente será.

Agora imagine: nossas mães estão nesse estado de sofrimento, poderemos nós dormir em paz sabendo que nossas mães estão sofrendo sem rumo no oceano do samsara? poderemos nós descansar a nossa consciência enquanto nossas mães sofrem? Não podemos descansar, devemos gerar a Suprema intenção de nos tornarmos um Buda, para que todos os seres possam encontrar abrigo em nós.

Nós encontramos o Buda-Dharma, encontramos abrigo no Buda, estes seres não encontraram o Buda-Dharma, mas nos encontraram, e podem encontrar abrigo em nós, então devemos nos comprometer com o caminho com à iluminação, e devemos atingir o estado de Buda, para auxiliar a todos os seres que estão em sofrimento, todos os seres vivos-mães.

9 – Se você não possui a sabedoria que compreende a verdadeira natureza dos fenômenos,
mesmo tendo gerado a renúncia e a bodhitchitta,
a raiz do samsara não pode ser extirpada.
Por isso, empenhe-se intensamente em realizar a originação interdependente.

10 – Aquele que vê como inevitável a realidade de causa e efeito
de todos os fenômenos no samsara e no nirvana
e que destrói totalmente cada percepção errônea
ingressa no caminho que agrada aos Buddhas.

11 – Enquanto as duas realizações –
a aparência, ou seja, a inevitabilidade da originação interdependente,
e a vacuidade, ou seja, a não asserção – forem consideradas separadas,
ainda não se atingiu o pensamento de Buddha Shakyamuni
.   

Os Três Principais Aspectos do Caminho – Lama Tsongkhapa

O samsara, ou seja, o ciclo nascimentos condicionados ao sofrimento e a ação fruitiva, tem origem na ignorância, sem compreender que a ignorância da qual sofremos é sobre a realidade de como as coisas existem, ou seja, de como o “eu” e os fenômenos realmente existem, não venceremos o samsara. Em outras palavras é a ignorância sobre o “eu” e a ignorância sobre os fenômenos que geram o samsara, perceber que todos os fenômenos surgem de maneira Interdependente, perceber que todos os fenômenos estão interconectados, é a raiz para a libertação do samsara.

Percebendo que todos os fenômenos surgem de suas causas, e que todos os fenômenos são causas, para próximos fenômenos, percebemos que devemos praticar o Dharma, criando assim causas para a libertação, portanto, não existirá samsara e nem Nirvana, sem causas para tal.

As coisas não existem, ou não surgem, de forma independente, nada tem origem em si mesmo, todos os fenômenos estão interconectados, devemos entender estas duas verdades como uma só. Caso pensemos que vacuidade é uma coisa, e que interdependência é outra, não obteremos a completa libertação, não entenderemos os ensinamentos de Buda shakyamuni.

12 – Quando as duas realizações existirem simultaneamente, sem se alternarem,
e a simples percepção da inevitabilidade da originação interdependente
eliminar a concepção de uma existência intrínseca,
então a análise da visão estará completa.

13 – Além disso, o extremo da existência é eliminado pela aparência,
e o extremo da não existência é eliminado pela vacuidade.
Compreendendo que a vacuidade aparece como causa e efeito,
não se é mais vítima das visões extremistas.

14 – Quando tiver realizado corretamente
os pontos essenciais dos Três Principais Aspectos do Caminho,
retire-se em solidão e gere o poder do esforço entusiástico.
Realize rapidamente, meu filho, a sua meta final.  

Os Três Principais Aspectos do Caminho – Lama Tsongkhapa

Quando percebermos vacuidade e interdependência com uma única realização, e ela permanecer em nossa atenção, teremos então desenvolvido uma análise real da realidade, além disso quando observamos que os fenômenos (Aparência) negam o niilismo, ou seja, a não existência total, porque percebemos os fenômenos, podemos tocar, experienciar as coisas, vemos que elas não são uma miragem, mas ao mesmo tempo, percebemos que todas as coisas dependem uma das outras para existi,r como por exemplo: eu só sinto o copo, porque tenho tato, tenho tato porque tenho sistema nervoso, tenho um sistema nervoso porque meu pai e minha mãe fizeram este corpo, e assim por diante. Então a interdependência nega a visão do eternalismo.

 Tendo realizado isto, precisamos nos retirar um pouco, precisamos aprofundar a nossa consciência na verdade que percebemos, purificar a nossa mente, nos preparar para a grande batalha que será voltar para o campo, e auxiliar os seres a perceberem a verdade última dos fenômenos, devemos treinar o nosso amor, treinar nossa compaixão, treinar nossa generosidade e para isso primeiro precisamos nos afastar um pouco.

Meu conhecimento e entendimento são muito pouco, e não possuo habilidades para aprofundar os comentários a cada um dos versos, acredito que com o esforço pessoal de cada um vocês, conseguiram extrair um significado profundo destes versos. Encerro nosso estudo com a dedicação de ShantiDeva. Fiquem todos bem.

Que qualquer ser doente que exista,
Possa rapidamente se liberar da sua doença.
Possam todos os seres
Sempre ser livres de qualquer doença.

Possam os remédios ser eficazes,
Possam as preces [para os doentes] e os mantras [de cura] se realizar.
Possam os seres que criam doenças que vêm do espaço e os microrganismos
Desenvolver compaixão [por aquele que está doente].

Possam todos os sofrimentos e doenças de corpo e mente
Que existem nas dez direções,
Pelo poder das forças de meus méritos,
Obter oceanos de bem-estar e alegria.

Enquanto o espaço existir e
Enquanto existirem seres migrantes,
Possa eu também existir por tal tempo,
Dissipando o sofrimento dos seres migrantes.

Possam quaisquer sofrimentos que os seres migrantes venham a ter,
Amadurecer em mim.
E, através da assembleia de bodhisattvas,
Possam os seres migrantes desfrutar de felicidade.

Possam os ensinamentos, o único remédio para os sofrimentos dos seres migrantes
E a fonte de toda felicidade,
Perdurar por um longo tempo,
Com suporte material e demonstrações de respeito.

Esta apresentação encontra-se neste LINK

Guilherme Bitencourt

Guilherme Bitencourt

Astrólogo védico e coordenador de estudos budistas. Certificado pela Academia Brasileira de Astrologia Védica (ABAV) em nível Avançado, também realizou sua formação nos institutos Sri Ganesa e Jyotisha-shastra no Brasil. Palestrante nacional da Sociedade Teosófica do Brasil. Discípulo do mestre de tantra budista Lama Michel Tulko Riponche, estudante de Astrologia Kalachakra e Saptarisis.

Leave a Reply