O presente texto é a transcrição de uma palestra realizada no dia 11/04/2021 através da Sociedade Teosófica Interamericana. Gaden Wagchuk expõem aqui uma breve introdução ao LAM-RIM do Budismo Tibetano.

O Lamrim, ou seja, as etapas do caminho à iluminação, é um método profundo e rápido para alcançar a iluminação e a libertação total do sofrimento. Ele consiste em instruções profundas e detalhadas sobre cada etapa e aspecto do caminho, muitas vezes essas etapas são divididas em vinte e uma etapas, quatorze etapas, sete etapas e até mesmo uma única etapa. Ou, como o próprio Je Tsongkhapa sintetiza, em três aspectos que seria gerar a pura renúncia, a mente que aspira a iluminação de todos os seres sencientes, bodicitta em sânscrito e a correta visão da realidade.

De acordo com nossos estudos anteriores, percebemos que o sofrimento tem origem no Karma, especialmente no Karma inábil das 10 ações, este Karma inábil tem origem no apego e aversão.  Apego e aversão, por sua vez, têm origem na ignorância, que possui dois tipos: ignorância sobre “eu” e ignorância sobre o “mundo”. Essa ignorância é do tipo daquela que desconhece ou não percebe que todos os fenômenos são da natureza de Vacuidade, ou seja, todos os fenômenos surgem da interdependência dos fatores.

O Lamrim é um conjunto de instruções detalhadas, para que possamos avançar de forma segura e eficaz ao longo do caminho. Como Buda ensinou, existe o sofrimento, existe a origem do sofrimento, a cessação do sofrimento e o caminho que conduz à libertação do sofrimento. Este caminho é o Larim, e as etapas deste caminho são seguidas através de meditação, especificamente dois tipos de meditação: meditação posicionada, o que nós chamamos de Shamata em sânscrito e meditação analítica que nós chamamos de vipassana em sânscrito. Veremos melhor sobre esses dois aspectos da meditação um pouco mais à frente, primeiro devemos entender que para nossa prática de Lamrim funcionar, e colhermos bons resultados dela, precisamos ter uma correta visão, e uma correta intenção antes de seguir o caminho.

“Nossa visão normal é que nossas experiências diárias, sejam elas desagradáveis ou agradáveis, vêm de forças exteriores. Seguindo essa visão, dedicamos nossa vida inteira a aperfeiçoar nossas condições e situações exteriores, mas, mesmo assim, nossos problemas e sofrimentos humanos aumentam, ano após ano. Isso indica, claramente, que nossa visão normal é incorreta e somente nos engana. Visões incorretas e intenções incorretas nos fazem seguir caminhos errôneos, que levam ao sofrimento, ao passo que visões corretas intenções corretas nos capacitam a seguir caminhos espirituais que nos conduzem à Felicidade.”

– Mahamudra-Tantra – Geshe Kelsang Gyatso.

Não é difícil perceber que nós, enquanto humanidade, evoluímos muito exteriormente, ou seja, hoje temos conforto, casas seguras, formas mais saudáveis de nos alimentarmos, temos cultura, temos artes e muitas outros objetos exteriores, que podem melhorar a nossa vida, entretanto eles não nos libertam do sofrimento, pois são atividades exteriores ou caminhos exteriores.

Se quisermos nos libertar definitivamente do sofrimento, teremos de seguir caminhos interiores. Para isso, precisamos mudar a nossa visão básica, precisamos perceber que a origem do sofrimento é a visão incorreta sobre “eu” e como esse “eu” está relacionado ao mundo. Portanto, devemos seguir caminhos interiores de maneira adequada à nossa meta.

Um bom exemplo disso, é quando nós decidimos que devemos nos mudar de casa para sermos felizes, e então nós mudamos. Em seguida nos sentimos felizes, nos sentimos bem no novo lar mas, em pouco tempo, começamos a perceber novos problemas, ficamos insatisfeitos com o novo lugar, encontramos problemas na estrutura, com vizinhos, barulhos, clima, etc. Isso porque entendemos que a felicidade seria mudar de casa, que com as condições exteriores alcançaríamos o fim dos nossos problemas ou a libertação do sofrimento. Portanto temos que mudar a nossa visão, e então perceber que temos que transformar aspectos interiores, aspectos da constituição da nossa mente.

No Lamrim não encontraremos instruções para viajarmos para lugares sagrados, exercícios físicos, ou instruções para pintar a nossa casa de outra maneira, para que possamos nos iluminar. Na verdade, encontraremos instruções de como guiar a nossa mente ao longo da meditação, posicionada e analítica, para então chegar em um ponto onde poderemos observar a realidade como ela é, e então trabalhar sem cessar para a libertação de todos. Precisamos compreender, que todo o caminho é um processo de transformação interior, e que não encontraremos nas instruções do Lamrim fórmulas mágicas exteriores. Por isso, precisamos mudar urgentemente a nossa visão e começar a perceber que a origem do sofrimento e dos nossos problemas é interior, portanto, precisamos de atitudes interiores.

“Quando, por contemplar essas instruções, compreendermos de modo claro que todos os nossos problemas e sofrimentos diários vem de nosso próprio samsara, iremos acreditar fortemente, do fundo de nosso coração, que é extremamente importante abandonar nosso próprio renascimento contaminado e conquistar a libertação permanente do sofrimento. Devemos aplicar grande esforço em manter essa visão benéfica dia e noite, sem esquecê-la.

Enquanto mantemos essa visão, devemos também considerar os outros seres vivos. Nossos próprios problemas e sofrimentos, quando comparado ao dos outros, são insignificantes – a razão é que os outros são incontáveis, ao passo que nós mesmos somos apenas uma única pessoa. A felicidade e a liberdade de incontáveis seres vivos são mais importantes que a felicidade e a liberdade de uma única pessoa – nós mesmos. Portanto, é inadequado ficar preocupado apenas com a nossa própria libertação. Em vez disso, devemos desenvolver a visão superior que aprecia todos os seres vivos e mantê-la dia e noite, nunca nos permitindo esquecê-la.”

– Mahamudra-Tantra – Geshe Kelsang Gyatso.

É extremamente importante percebermos que, das atividades exteriores, não colheremos a libertação, ela surgirá a partir de uma transformação de nossa percepção e de nossa mente. Não devemos acreditar que nossa própria libertação é mais importante que a libertação de todos os demais. Devemos cuidar com qual motivação praticamos as meditações do Lamrim, e corrigí-la para que nossa prática seja efetiva, senão nossa meditação irá se converter em uma busca incessante por prazeres pessoais, e não a libertação do sofrimento samsarico.

“Onde quer que vamos e o que quer que façamos, tudo depende de nossa intenção. Não importa quão poderosos nosso corpo e fala posam ser, nunca seremos capazes de fazer algo se carecermos da intenção de fazê-lo. Se nossa intenção for incorreta, naturalmente faremos ações incorretas, que farão surgir resultados desagradáveis; mas, se nossa intenção for correta, o oposto será verdadeiro.

Devido a nossa intenção incorreta ou egoísta, fazemos ações contaminadas, que são a causa principal de tomarmos renascimento contaminado – nosso próprio Samsara. Portanto nosso próprio samsara, a fonte de todo o nosso sofrimento e problemas, é criado por intenção incorreta. Nossa intenção de auto-apreço tem o desejo de que sejamos felizes o tempo todo, enquanto negligenciamos a felicidade dos outros. Essa é a intenção normal que temos tido desde tempos sem início, dia e noite – inclusive durante o sono – vida após vida. No entanto, até agora nunca satisfazemos esse desejo. o motivo é que, neste ciclo de renascimento contaminado, não há verdadeira felicidade de maneira alguma.”

– Mahamudra-Tantra – Geshe Kelsang Gyatso

Nosso egoísmo e auto centrismo criou o samsara, cíclico e interminável. Sempre que começarmos a nossa prática espiritual e a todo o momento, devemos corrigir a nossa motivação, devemos corrigir a nossa intenção, sabendo que nossa felicidade pessoal e nossos prazeres físicos não são a prioridade, e sim, libertação e a felicidade de todos os seres sencientes. Se mantivermos isso firme e continuamente em nosso coração, conseguiremos seguir o caminho à libertação, com segurança, e obteremos resultados benéficos, além de nos livrarmos de qualquer intenção ou expectativa de resultado, só assim nos libertaremos e libertaremos todos os seres.

Então com uma visão correta e uma intenção correta, as meditações do Lamrim se tornaram a verdadeira porta ou caminho, que nos conduzirá ao topo da montanha, ou, como nos ensinam os antigos mestres, a Câmara secreta do coração. Lá encontraremos a natureza última da realidade.

MEDITAÇÂO E LAMRIM

“A meditação pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes, mas no budismo, trata-se de um método estruturado, passo a passo, para fazer a experiência da vida com um estado mental mais benéfico e feliz.”

– Alexander Berzin.

Meditação não é algo exclusivo do budismo, é algo que pertence, em geral, a cultura oriental e já descobrimos relatos e evidências de que a meditação é algo que existe em todas as culturas, em todos os povos. Entretanto, quando estamos falando de budismo, também existem muitas e muitas meditações, mas posso garantir a vocês, que nenhuma meditação consiste em parar e não fazer nada, porque parar e não fazer nada, não pensar, não raciocinar, não usar a mente, significa na verdade morte encefálica, e esse não é o objetivo do budismo, porque senão bastaria morrermos e estaríamos iluminados, porque morto não utiliza o cérebro.

No contexto do Lamrim, meditação significa: familiarizar a mente com os estados mentais virtuosos e analisar perfeitos sentidos. O que significa que só sentiremos verdadeira compaixão, amor, felicidade e teremos verdadeira sabedoria, se nossa mente, por si mesma, transformar-se nestes objetos.

Portanto, o que o Lamrim nos oferece são objetos de meditação adequados, seguindo as instruções do Buda, para que, gradualmente, nossa mente de autopreço se converta em Renúncia, Bodhicitt e correta a visão da realidade. Então, quando nos sentarmos em meditação, jamais ficaremos observando o nada, ou a nossa própria mente trocando de pensamento em pensamento, mas sim utilizaremos de objetos de concentração/análise para guiar a nossa mente, em sua alquimia mental, e é nesse momento que acontecerá a mágica.

 “Meditação é uma mente que se concentra em um objeto virtuoso, e que é a causa principal de paz mental. A prática de meditação é um método para familiarizar nossa mente com virtude. Quando mais familiarizada a nossa mente estiver com virtude, mais calma e pacífica ela se torna. Quando nossa mente está em paz, estamos livres de preocupações e de desconforto mental, e experiências verdadeira felicidade. Se treinarmos nossa mente para que ela se torne pacífica, seremos felizes o tempo todo, mesmo nas condições mais adversas; mas se nossa mente não estiver em paz, então não estaremos felizes, mesmo que tenhamos as condições exteriores mais agradáveis. Portanto, é importante treinar nossa mente através de meditação”. 

– Novo Manual de Meditação, Geshe Kelsang Gyatso

Por isso é tão importante meditação, para familiarizar a nossa mente com os diferentes aspectos que precisamos empreender a nossa jornada. Quando vemos uma pessoa raivosa, irada, descontrolada etc. ela é assim porque sua mente está familiarizada com esses estados mentais, portanto, ela reage desta maneira. Se quisermos reagir de maneira sábia aos acontecimentos externos, precisamos familiarizar a nossa mente com estados de plenitude e sabedoria.

“Existem dois tipos de meditação: meditação analítica e meditação posicionada. A meditação analítica consiste em contemplar o significado de uma instrução espiritual que ouvimos ou Lemos. Por contemplar profundamente esta instrução, alcançamos, por fim, uma conclusão clara e precisa sobre ela ou fazemos com que um estado mental virtuoso específico surja. Essa conclusão ou esse estado mental virtuoso específico é o objeto dá meditação posicionada. Concentramo-nos, então, estritamente focados nessa conclusão ou estado mental virtuoso pelo maior tempo possível, a fim de que nos tornaremos profundamente familiarizados com ele. Essa concentração estritamente focada é a meditação posicionada. A meditação analítica é frequentemente denominada “contemplação”, e a meditação posicionada é denominada “meditação”. A meditação posicionada depende da meditação analítica, e a meditação analítica depende de ouvirmos com atenção ou lermos instruções espirituais”.

– Novo Manual de Meditação, Geshe Kelsang Gyatso

Para termos êxito em nossas meditações, precisamos inicialmente estudar os temas delas com profundidade. Por exemplo: devemos saber todos os aspectos da Renúncia com profundidade e detalhamento, então nos sentaremos para meditar, e utilizando da meditação analítica encontraremos o nosso objeto de meditação, a Renúncia, e tendo encontrado o objeto, nos manteremos nele, de forma pacífica e tranquila, pelo maior tempo possível, a fim de que nossa mente e ele tornem-se um só.

Para finalizarmos nosso estudo, seguem instruções de Geshe Rabten riponche sobre meditação no contexto do LAMRIM:

“A inquietação dentro da mente é produzida pela própria mente; portanto, para acalmá-la necessitamos da ação da própria mente e não de qualquer coisa externa. A primeira ação deve ser feita pela mente; depois, para ajudar podem ser usados fatores favoráveis como lugares e posições adequados à meditação.

O lugar no qual praticamos a concentração deve ser limpo, calmo, próximo à Natureza e que nos seja agradável. Nossos amigos devem ser bons e pacíficos. O corpo deve também estar em boas condições, sem doenças. Colocar o corpo numa posição correta também ajuda. Para a meditação há sete aspectos diferentes sobre posição do corpo:

1 – Se não for penosa, é melhor a postura vajra23, com as pernas cruzadas e os pés descansando nas coxas voltados para o alto. Entretanto, se sentar nesta posição for doloroso e distrair a concentração, o pé esquerdo pode ficar preso sob a coxa direita e o pé direito pode descansar na coxa esquerda.

2 – O tronco deve estar tão reto e ereto quanto possível.

3 – Os braços devem estar arqueados, não descansando ao lado do corpo ou empurrados para trás; eles devem estar em repouso, porém firmes. Os polegares devem estar ao nível do umbigo.

4 – O pescoço deve estar ligeiramente curvado para frente com o queixo para dentro.

5 – Os olhos devem estar focados à frente, acompanhando os lados do nariz.

6 – A boca e os lábios devem estar relaxados, nem abertos, nem fechados firmemente.

7 – A língua deve pressionar gentilmente o palato.

Estes são os sete elementos da postura vajra. Cada um simboliza os diferentes estágios da Senda, mas cada um possui também uma razão prática. As pernas cruzadas e os pés nas coxas produzem uma posição trancada. Podemos nos trancar firmemente num lugar com as pernas cruzadas e os pés nas coxas como descrito acima; posicionados assim podemos ficar em meditação por muito tempo, mesmo por meses, sem cair. A retidão do corpo permite o melhor funcionamento dos canais que conduzem os ares pelos quais a mente controla nossos corpos. Se o corpo estiver reto, estes canais não estarão bloqueados. A posição dos braços também permite o melhor funcionamento destes canais. Se olharmos muito para o alto, poderemos facilmente ver algo que nos distraia; se a cabeça estiver muito baixa, sentiremos dor no pescoço e ficaremos sonolentos. A boca não deve estar fechada muito firmemente tornando a respiração difícil se o nariz estiver completamente obstruído, nem deve estar tão aberta que a respiração torne-se muito forte e aumente o elemento fogo do corpo causando pressão alta no sangue. Se a língua estiver pressionada contra o palato, a garganta e a boca ficarão úmidas e evitar-se-á que pequenos insetos entrem pela boca. Estas são as razões imediatas deste posicionamento. Ocasionalmente, a disposição dos canais internos nas pessoas é diferente e, desta maneira, necessitam de posições diferentes, mas isto é muito raro.

Apenas sentando na postura uajra adquirimos um bom enquadramento da mente, mas o trabalho principal deve ser feito pela própria mente. Se um ladrão entra num quarto, a maneira de tirá-lo é ir lá e expulsá-lo, não apenas mandá-lo sair. Não poderemos nos concentrar, embora sentados no alto da montanha, enquanto nossa mente vagueia na vila lá em baixo.

Há dois inimigos da concentração. Um é ser muito atarefado, ser impetuoso e ter dispersa a atenção. O outro é a sonolência, o torpor ou o abatimento. Nossa atenção se distrai quando surge o desejo e a mente, imediatamente, corre atrás dele. Sempre que a mente procurar qualquer coisa que não seja o objeto da concentração, esta é a mente impetuosa ou dispersa. A sonolência e o torpor ocorrem quando a mente está adormecida e não alerta. Se quisermos nos concentrar bem, teremos que sobrepujar estes distúrbios. Se houver um lindo quadro na parede de uma sala escura, precisamos de uma vela para vê-lo. Se houver uma corrente de ar, a chama oscilará e se deslocará e, assim, não poderemos vê-lo adequadamente. Se não houver corrente de ar, mas a chama for muito fraca e não houver luz suficiente, ainda assim não poderemos ver o quadro. Se não houver nenhuma destas dificuldades, e a chama for forte e firme, seremos capazes de ver claramente o quadro. O quadro é como o objeto da concentração, a chama é a mente; o vento é a atenção dispersa e a chama fraca o torpor.

Nos estágios iniciais da prática da concentração, o primeiro destes distúrbios é o mais comum. A mente voa imediatamente de um objeto para o outro. Isto pode ser comprovado se tentarmos manter nossa mente na lembrança de uma face; ela é imediatamente substituída por outra coisa qualquer. É muito difícil sufocar estes distúrbios porque construímos a rotina de segui-los através de muitas vidas enquanto não desenvolvemos o hábito da concentração. Achamos muito difícil aceitar novos hábitos da mente e deixar para trás os antigos, mas a concentração é uma necessidade básica para as meditações mais elevadas e para todos os tipos de atividades da mente.

A plena atenção e a consciência alerta são os antídotos respectivos para a dispersão da atenção e o torpor”.

– A senda graduada para a libertação, Geshe Rabten Rinponche.

Estas instruções são essenciais para começarmos a meditar nas etapas do caminho, como sabem é extremamente importante que se você quiser praticar estas instruções, será necessário receber de um mestre qualificado, as instruções de cada etapa, portanto encerro aqui nossos estudos sobre o Lamrim, espero ter contribuído de forma benéfica com o caminho e o aprendizado de vocês. Encerraremos nosso estudo com a dedicação de méritos de Shantideva, e espero que despertem no coração de vocês a forte aspiração de praticar o Dharma segundo a intenção de Buddha e as instruções de Je Tsongkhapa.  

Que qualquer ser doente que exista,
Possa rapidamente se liberar da sua doença.
Possam todos os seres
Sempre ser livres de qualquer doença.

Possam os remédios ser eficazes,
Possam as preces [para os doentes] e os mantras [de cura] se realizar.
Possam os seres que criam doenças que vêm do espaço e os microrganismos
Desenvolver compaixão [por aquele que está doente].

Possam todos os sofrimentos e doenças de corpo e mente
Que existem nas dez direções,
Pelo poder das forças de meus méritos,
Obter oceanos de bem-estar e alegria.

Enquanto o espaço existir e
Enquanto existirem seres migrantes,
Possa eu também existir por tal tempo,
Dissipando o sofrimento dos seres migrantes.

Possam quaisquer sofrimentos que os seres migrantes venham a ter,
Amadurecer em mim.
E, através da assembleia de bodhisattvas,
Possam os seres migrantes desfrutar de felicidade
.

Possam os ensinamentos, o único remédio para os sofrimentos dos seres migrantes
E a fonte de toda felicidade,
Perdurar por um longo tempo,
Com suporte material e demonstrações de respeito.

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Guilherme Bitencourt

Guilherme Bitencourt

Astrólogo védico e coordenador de estudos budistas. Certificado pela Academia Brasileira de Astrologia Védica (ABAV) em nível Avançado, também realizou sua formação nos institutos Sri Ganesa e Jyotisha-shastra no Brasil. Palestrante nacional da Sociedade Teosófica do Brasil. Discípulo do mestre de tantra budista Lama Michel Tulko Riponche, estudante de Astrologia Kalachakra e Saptarisis.

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